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Suzuki encolhe 50% de sua produção em 2011
A montadora Suzuki optou por reduzir a produção nacional da linha de motocicletas pela metade, segundo informações do Nikkei Net (19/12/2009). O ponto decisivo das mudanças foi a queda da demanda de motos e a reestruturação da fábrica – localizada na cidade de Toyokawa (Aichi) – que passam a atender a produção dos veículos de grande porte para os mercados americano e europeu. A companhia passou a importar também carros leves, abaixo de 1000 cilindradas para suas fábricas da China e outros países da Ásia.
Empresa Komori reforça assistência tecnológica no Brasil
Segundo artigo publicado no Nikkan Kogyo (15/12/2009), a Komori Corporation anunciou a abertura de um escritório comercial e de suporte técnico em abril de 2010. Com o aumento do mercado consumidor de impressoras industriais em países sulamericanos, a empresa decidiu investir nas vendas e no atendimento aos clientes dessa região. A Komori também já planeja criar novos profissionais especializados na área com a inclusão de uma filial nos próximos anos.
O grupo Circle K Sunkus e Cococara HD selam parceria
O grupo Circle K Sunkus, quarto maior do ramo de lojas de conveniência no Japão, fecha acordo com a Cococara HD, oitava maior do setor farmacêutico, segundo artigo do Jornal Nihon Keizai (22/12/2009). O objetivo é a criação de um espaço para venda de maquiagens com produtos fornecidos pela Cococara dentro de 2 mil lojas da Circle K Sunkus. A empresa fornecedora de produtos de beleza, por outro lado, passa a vender os produtos de fabricação própria (private brand) do novo parceiro em seus pontos de venda. Com as mudanças nas leis de comercialização de algumas linhas de medicamentos em estabelecimentos comerciais não consideradas drogarias, o processo operacional pode levar três anos. A estratégia estará focada em regiões ainda não cobertas pelo grupo, como Tóquio.
Governo japonês prevê crescimento de 1,4% no PIB em 2010
O gabinete do governo anunciou o crescimento de 1,4% na economia do país no próximo ano, segundo informações do Jornal Nihon Keizai (24/12/2009). Será o primeiro resultado positivo após três anos em queda. Analistas mostram-se otimistas e arriscam prever que o país já começa a sair da crise que abalou a economia local desde o ano passado. Além disso, pesquisas já apontam uma gradual recuperação nas exportações, com estabilização da balança comercial e leve superávit.
Notícia positiva no setor de semicondutores
Segundo o jornal Jornal Nihon Keizai (22/12/2009), companhias nacionais de semincondutores anunciaram que não interromperam a produção no final deste ano, como haviam programado. Gigantes como NEC e Fujitsu já contam com produção em turnos de televisores de alta definição, que teve os seus pedidos estabilizados com o aumento de suas vendas nacionais. O setor de máquinas industriais que fornecem para o setor automobilístico também já apresenta significativa recuperação, o que aponta para a impossibilidade de uma “segunda crise”, prevista pelos especialistas entre janeiro e março de 2010. O setor de máquinas industriais vem mostrando recuperação desde o segundo trimestre deste ano. Mas é preciso estar atento ao otimismo, já que os lucros caem a cada quadrimestre.
Idemitsu Kosan no Brasil
Segundo artigo do Nikkei Net (12/11/2009), a companhia japonesa, Idemitsu Kosan, escolheu o Brasil para estabelecer sua primeira subsidiária na América do Sul. A filial será chamada de Idemitsu Lube South America Ltda. Com o ingresso no país, a companhia passa a distribuir lubirificantes voltados para o mercado automobilístico.
Até o momento, os produtos da empresa chegavam ao Brasil através da importação de sua filial, nos Estados Unidos. Além de uma melhor distribuição, a estratégia da empresa é voltar-se também para o mercado de lubrificantes industriais.
A meta é alcançar o faturamento anual de US$ 21 milhões até 2015 em vendas programadas para Argentina, Perú e Chile. A equipe da subsidiária, localizada em São Paulo, será composta por dez funcionários, três deles, enviados pela matriz japonesa.
Whisky ressuscita no mercado japonês
Após onze anos consecutivos de queda nas vendas, o whisky, começou a recuperar o fôlego no mercado japonês com a confirmação de saldo positivo neste ano, segundo artigo do Jornal Yomiuri (10/12/2009). Em termos de lucro líquido, é a primeira vez, após 21 anos de recesso.
O produto mais consumido deste ano foi a bebida “High Ball”, uma mistura de soda com whisky, muito popular na época do Japão pós-guerra. Um dos motivos de seu sucesso é o baixo preço, se comparado com a cerveja, além de um trabalho forte de marketing. A indústria do whisky japonês vem sofrendo queda desde 1989, apresentando recuperação de 6% à 7% em 2009.
A Suntory, empresa japonesa do setor de bebidas, anunciou que suas vendas atingiram melhora de 400% no atacado. O mercado de bebidas alcoolicas deu uma reviravolta nos anos 1990 com os vinhos importados – e caros – e com o shoochuu (destilado japonês) nos anos 2000, que faz sucesso por seu fácil manuseio e preparação de driques para o público jovem. Por outro lado, os especialistas apostam que essa mesma camada jovem já procura por novidades no mercado, e aprovam o sabor do whisky – a faixa etária nunca havia experimentado o winky anteriormente. O artigo cita que o “High Ball” parece já ter conquistado os jovens.
Access será responsável pelo modelo one seg no Brasil
A Access Co, empresa japonesa especializada em one seg (transmissão de imagens da TV digital para aparelhos portáteis como celulares e sistemas GPS de automóveis), pode ser a responsável pela implementação da nova tecnologia no Brasil. Com a adoção do governo brasileiro ao sistema de transmissão digital japonês (ISDB-T), a missão da empresa será apresentar sua proposta de criação de uma nova fatia comercial dentro do mercado para a entidade responsável, SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital) Fórum 2. O objetivo da empresa é atuar também na Argentina, Peru, Chile e Venezuela, que também adotaram o mesmo sistema nipo-brasileiro.
A Nippon Keidanren propõe mudanças das estratégias de crescimento da economia
Segundo a Sankei Web (14/12/2009), a Nippon Keidanren (Japan Business Federation), que é formada pelas maiores e mais importantes indústrias do país, propôs mudanças estratégicas como medidas para o período pós crise econômica. A federação sugere reformulação do setor industrial e econômico do país através do reforço em setores que dependem do mercado interno, como meio ambiente, médico-farmacêutico, assistência aos idosos e agricultura. O novo impulso expandirá os setores para o mercado externo.
A dependência de alguns setores industriais das exportações provocou estragos na economia japonesa durante o ano, além de manter no negativo, as perspectivas de crescimento populacional.
A federação acredita que seja necessário aumentar a produtividade dos setores sugeridos e otimizar as exportações, criando nova demanda internacional dos produtos japoneses. Além disso, a Keidanren pressiona o governo para subsidiar o desenvolvimento de projetos para expansão internacional que incentive o consumo dos produtos japoneses.
Mercado asiático ultrapassa mercado americano
Segundo o jornal Nippon Keizai Shimbun (15/12/2009), a recuperação do lucro das empresas japonesas se deve à alta demanda disponível na região asiática. O resultado do faturamento de empresas japonesas consideradas globais, mostra que o faturamento com o mercado asiático entre abril e setembro superaram pela primeira vez a demanda do mercado dos Estados Unidos. As análises comprovam a tendência de que é cada vez maior o investimento japonês na Ásia.
A pesquisa mostra que o faturamento de 430 empresas japonesas no mercado asiático, que inclui o continente oceânico, ficou em torno de US$ 162 bilhões. Enquanto que no mercado americano o faturamento ficou em US$ 158 bilhões no mesmo período.
De acordo com os dados levantados, o grande responsável pelo faturamento das empresas japonesas é o setor de eletrônicos, que inclui a venda de eletrodomésticos. O setor automobilístico também gerou lucros, aproximadamente US$ 1,89 bilhões no primeiro semestre, o que representa o crescimento de 17%, se comparado ao sementre anterior. O exemplo mais evidente é da montadora Suzuki, que vem conquistando cada vez mais espaço no mercado indiano. O mercado asiático é responsável por 80% do lucro da empresa.
Venda de carros novos cresce 18,3% em novembro
De acordo com a mídia Nikkei Net (01/12/2009), a Associação das Montadoras Japonesas (JAMA) anunciou aumento de 18,3% na venda de veículos novos (incluindo os automóveis leves abaixo de 660 cc), em novembro. O crescimento é resultado da comparação do mesmo período de 2008 e representa 436,535 unidades. Esse é o terceiro mês consecutivo de resultado positivo para as montadoras.
Apesar da queda no setor com a crise que teve início em 2008, medidas econômicas aplicadas pelo governo reduziram os impostos de carros ecológicos, reaquecendo a comercialização de automóveis. Observa-se que o número de carros vendidos recuperou sua média alcançada em novembro de 2007 (450 mil). Todavia, a lenta recuperação no primeiro semestre afetou significativamente a média anual de vendas, que mantinha a perspectiva de atingir 4,58 milhões de unidades.
Essa é a primeira vez, desde 1978, que as vendas caem mais de 5 milhões de unidades ao ano. A categoria que empurrou o aumento do número foi a de carros comuns (acima de 660 cc) com aumento de 36%, se comparado ao mesmo período do ano passado (290 mil unidades).
Já os carros leves (abaixo de 660 cc), apresentaram queda de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado (143 mil unidades), apresentando treze meses consecutivos de resultado negativo.
A Associação das Concessionárias de Automóveis do Japão (JADA) calcula que as vendas totais de veículos acima de 660 cc, entre janeiro e dezembro deste ano sofrerá queda de 9,5%, se comparado com os resultados de 2008 (total de 2,9 milhões de unidades vendidas). É a primeira vez em 38 anos que o resultado não atinge o volume de 3 milhões de carros vendidos. Em relação ao carros leves (abaixo de 660 cc), a Associação do Carros Leves do Japão (JMVA) prevê queda de 10% neste ano e estima que serão vendidos 1,68 milhões de unidades.
Takeda Pharmaceutical no Brasil
Segundo a Jiji Press (02/12/2009), a Takeda Pharmaceutical anunciou a abertura de uma subsidiária no Brasil, com a abertura prevista para fevereiro/2010. O objetivo é reforçar as vendas no mercado emergente. O Brasil é a segunda aposta da companhia no exterior, logo após a abertura de sua filial no México em outubro passado.
Daikin estabele subsidiária no Brasil
Segundo artigo da Nikkan Kougyo Online, a Daikin Industries, fabricante do setor de arcondicionado e exaustores, planeja implantar uma subsidiária no Brasil em 2010, estabelecendo pela primeira vez um braço da empresa na América Latina. A companhia se prepara a instalação da indústria tendo com meta a abertura da distribuidora no próximo ano. Faz parte da estratégia da empresa, otimizar os negócios da Daikin com vendas de seus produtos no segmento comercial e residencial, já almejando grandes projetos para a Copa em 2014 e Olimpíadas em 2016. Além disso irá introduzir a tecnologia “inverter” – transformação da energia – em seus produtos na América do Sul, proporcionando a redução do consumo de energia. Segundo o presidente Noriyuki Inoue, o mercado no qual começam a investir é mais atraente do que a Índia.
Clarion fornece tecnologia de GPS à Mitsubishi brasileira
De acordo com a Response (30/11/2009), site especializado em negócios automobilísticos, a Clarion irá fornecer a tecnologia GPS de tela líquida e sensível ao toque para automóveis da Mitsubishi brasileira. Os modelos que receberão os novos aparelhos são Pajero e Outlander, que já chegaram às revendedoras no mês de novembro com os novos equipamentos. A tecnologia do toque na tela chega pela primeira vez ao país.
Japan Railway prepara trem-bala de 330km/h
Segundo a Nikkei Net (08/12/2009), a JR Tokai, empresa que administra as linhas ferroviárias no país, estuda a possibilidade de aumentar a velocidade do trem-bala de 270 km/h para 330 km/h em alguns trechos específicos. Os fatores problemáticos como barulho e vibração já foram sanados, e há planos de introduzir a nova velocidade já no segundo semestre de 2011. A tecnologia do trem de alta velocidade do Japão é uma das melhores do mundo, tornando-se um grande produto de exportação aos EUA e outros.
Nippon Light Metal importará alumínio brasileiro
A Nippon Light Metal (NLM) afirmou que há grandes possibilidades de utilizar hidróxido de alumínio (matéria prima para a produção de alumínio) do Brasil, como informa o Nikkei Net (29/11/2009). Atualmente, a companhia utiliza fábricas próprias para suprir sua demanda, mas vem estudando a possibilidade da importação do produto da Alunorte, subsidiária da Vale. O motivo principal da transferência operacional é cumprir com o projeto de lei que proibirá o armazenamento de resíduos industriais de empresas nacionais no oceano em 2015. As produtoras nacionais Sumitomo Chemical e Showa Denko já aprovaram as medidas tomadas pela NLM e podem se juntar a ela em projeto único.
Índice positivo para indústrias de metais
O Ministério da Economia, Comércio Exterior e Indústria anunciou que o índice de produção nacional de metais no mês de outubro apresentou aumento de 0,5%, em comparação com o mês anterior, alcançando 86.1 pontos (considerando 100, o ano de 2005). Esse é o oitavo mês consecutivo em que observa o aumento da produção. Segundo artigo do Nikkei Net, os dados representam “recuperação e estabilidade”. O índice de distribuição no mercado atingiu crescimento de 1,3% (88.8 pontos), enquanto o índice de estoque sofreu queda de 1,5% (93.3 pontos). A variação entre a distribuição e o estoque não apresentou alteração, mantendo-se em 116.9 pontos. As previsões de novembro são: +3,3% e +1,0%, respectivamente.
Previsão de crescimento do país de 1,1% em 2010
Segundo artigo do Nikkei Net (29/11/2009), instituições privadas de pesquisas econômicas anunciaram previsão de crescimento de 1,1% do PIB japonês em 2010. Este é o primeiro resultado positivo desde 2007. Por outro lado, medidas públicas e a exportação do país não apresentarão as mesmas reações. Após os recentes rumores da moratória em Dubai, a insegurança é generalizada, dificultando a transparência dos resultados. Mas as expectativas estão sendo depositadas na economia americana, a partir do segundo semestre do próximo ano, e recuperação no setor de exportações, assim como na entrada de dinheiro público para medidas governamentais de Hatoyama - subsidíos para criação dos filhos poderão esquentar o consumo interno. O que poderá impedir o crescimento é a possibilidade de países árabes não quitarem suas dívidas com os cofres americanos, provovando estragos nos lucros das empresas, alerta a Mitsubishi Research Institute. Se os EUA não reagirem melhorando o quadro econômico atual, irá prolongar o baixo custo de vida e deflação, influenciando de forma negativa no lucro das empresas japonesas.
Indústrias de autopeças de olho no mercado emergente
As indústrias de autopeças do Japão irão reforçar seus investimentos em mercados emergentes. A Takata já se prepara para inaugurar duas fábricas que produzirão cinto de segurança e airbag na Índia (Chennai e Nova Déli), transferindo suas operações a partir de abril de 2010. Os valores de investimentos envolvem milhares de dólares com parcerias locais e fornecimento de peças para carros japoneses e indianos. A medida vai otimizar o processo de produção de utensílios de segurança automotivos. A Jtekt do grupo Toyota, foi a escolhida para dar início ao processo, e vai fornecer os primeiros pedidos das fábricas chinesas em 2011. Com a queda do consumo dos mercados nipo-americano, as empresas já iniciam as ações em outros nichos. Tanto a Takata e Jtekt irão concentrar seus investimentos focando a expansão internacional de seus produtos.
Quinto mês de superávit comercial
O ministério das finanças japonês anunciou supéravit na balança comercial em outubro, atingindo o total de US$ 8 bilhões, segundo artigo do Nikkei Net ( 25/11/2009). No mesmo período do ano anterior, o prejuízo era de US$ 752 milhões. Esse é o nono mês consecutivo de superávit, e quinto mês consecutivo, comparando-se com os mesmos períodos das taxas de 2008. Em relação aos valores de exportações, houve queda de 23,2% (US$ 53 bi) e 35,6% (US$ 45 bi) nas importações.