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› NOTÍCIAS & NEGÓCIOS DO JAPÃO

Diminuição na produção de cimento no Japão

Empresas do ramo de cimento decidiram conjuntamente diminuir a sua força produtiva nacional, como informa o Jornal Nihon Keizai (19/02/2010). O setor enfrenta dificuldades em retomar ao mesmo nível antes da crise, iniciada em 2008, devido aos cortes orçamentário em obras públicas e construções privadas. Com capacidade de produzir mais 25 milhões de toneladas ao ano, a gigante Taiheiyo Cement anunciou que desativará unidades provocando o recuo de 7 milhões de toneladas ao ano, o que inclui também o corte de funcionários. Enquanto a quarta no ranking nacional, Ube Industries, também decidiu fechar uma de suas fábricas da província de Yamaguchi, retraindo 20% de sua produção, ou 1,5 milhões de toneladas ao ano. Sem perspectivas de recuperação e queda da demanda interna à longo prazo, as companhias já estudam altos investimentos no exterior, principalmente nos países em desenvolvimento.


Expansão do mercado bioenergético

O instituto privado de pesquisas Fuji-Keizai mostrou em seus estudos que o mercado de combustível etanol expandirá em seis vezes até 2012 podendo alcançar valores de mercado em torno de US$ 63,9 milhões, segundo artigo do Jornal Nihon Keizai (23/02/2010). Com a abertura das importações do etanol brasileiro, somente neste ano, o mercado já quadruplicou com forte tendência ao crescimento, devido ao aumento na conscientização do uso de energia limpa. O relatório apontou também a inviabilidade da produção nacional desse tipo de segmento, devido a falta de matéria prima e alto custo de produção, restando a importação como meio de aquisição do produto.


INPEX consegue direitos sobre reservas petrolíferas

A INPEX Corporation recebeu autorização do governo central para exploração de reserva petrolífera na região sudeste do Brasil, segundo matéria do Jornal Nihon Keizai (20/02/2010). A iniciativa será comandada pela Petrobras, em que a companhia japonesa terá direito a 15% da reserva. Atualmente, o local está sob inspeção técnica para dar início a exploração e produção de petróleo.


Acesso de internet sem fio quadruplicará em dois anos

Segundo o Jornal Nihon Keizai (17/02/2010), o número de locais públicos, como estações de trem e aeroportos com acesso livre à internet dobrou, enquanto que entre os usuários a popularidade cresceu quatro vezes nesses últimos dois anos. O crescimento foi visível nos acessos através de laptops e jogos eletrônicos portáteis. O sistema operacional mais comumente utilizado é proveniente das grandes operadoras de comunicação que oferecem serviços de rede de alta velocidade. A associação do setor afirma que o crescimento do uso dessa ferramenta é devido a difusão dos computadores portáteis além do desenvolvimento da tecnologia proporcionando velocidade de rede dez vezes mais rápida que o serviço de navegação pelo celular.


Montadoras apresentam crescimento de 70% no exterior

As oito maiores montadoras de automóveis do Japão apresentaram resultados positivos no exterior em relação ao mês de janeiro, num artigo publicado pelo Jornal Nihon Keizai (24/10/2010). Segundo os números, os carros de passeio tiveram crescimento de 70% se comparado ao mesmo período do ano passado. Isso significa que somente em janeiro, foram vendidas mais de 1,03 milhões de unidades fora do país. Além disso, o crescimento é ainda melhor que apresentado em janeiro de 2008, ou seja, antes da crise econômica. A China, um dos principais mercados de modelos japoneses, vem crescendo em ritmo acelerado. Somente a Toyota emplacou mais de 67 mil veículos em janeiro, ou o triplo no mesmo período do ano anterior. Por outro lado, a produção interna cresce, porém num ritmo bem mais lento. Enquanto no mercado norteamericano, a marca Toyota enfrenta a queda de 15% devido aos problemas de recall de oito modelos da marca.


Gigantes do varejo ampliarão vendas online

As principais empresas de varejo do Japão anunciaram que têm intenção de ampliar as vendas de seus produtos na rede, como informa o Jornal Nihon Keizai (14/02/2010). Um dos maiores do país, o Grupo Aeon, irá dobrar o número de pontos de distribuição para compras realizadas através de seu site.
Por sua vez, a Seven&i Holdings planeja aumentar o faturamento das vendas na internet em mais de US$ 1 bilhão ao ano. O motivo da nova estratégia é o crescimento contínuo das compras realizadas através dos computadores, e a queda de consumidores nas lojas.
Para se diferenciarem das compras já realizadas na internet, as grandes companhias pretendem fazer com que as compras cheguem à casa do consumidor em curto espaço de tempo. O processo logístico que envolve a rápida entrega de produtos pode ser possível graças à quantidade de pontos de venda espalhados pelo país, que assegura também a disponibilidade em estoque.
Além da Aeon e Seven&i, os supermercados Summit, a loja de departamentos Marui e Aoyama, especializada no varejo de roupas, também já aderiram ao novo conceito de venda.


Menos de 60% da população é economicamente ativa

Pela primeira vez no período Pós-Segunda Guerra Mundial, o índice da população economicamente ativa (PEA*) não ultrapassa 60% do total de pessoas no Japão, informa o artigo publicado no jornal Nihon Keizai (12/02/2010).
A queda do índice é um reflexo do aumento da população idosa e aposentados, somada ao crescimento da taxa de desemprego. Desde 2008 a taxa vem apresentando quedas consecutivas, atingindo o percentual de 59,9%.
Segundo o ILO (International Labour Organization), países europeus como França e Alemanha também apresentaram baixa taxa de PEA, em torno de 59,1%, sendo observada porém, tendência de crescimento. Já Estados Unidos e China apresentam altos índices, 65% e 73,7%, respectivamente.
O Ministério de Assuntos Internos e Comunicação anunciou que a queda sofrida foi de 5%, ou cerca de 66,1 milhões de trabalhadores. O governo central tenta frear a queda através do incentivo para o emprego, mas a ILO já prevê que o país chegará somente ao índice de 56,3% de PEA em 2020.

*População Economicamente Ativa: pessoas acima de 15 anos que trabalham em empresas ou administram negócio próprio.


Internacionalização do setor ecológico

O governo central em conjunto com empresas privadas prevê trabalho em parceria na internaciolização e expansão da tecnologia do setor ecológico japonês, informa o Jornal Nihon Keizai (11/02/2010).
Somente no ano passado foram negociados sete projetos com capital de investimento que superaram os US$ 3 bilhões. A grande demanda mundial em setores industriais na prevenção ao aquecimento global é o fator que contribui na expansão da tecnologia japonesa nos países em desenvolvimento, que conta com o apoio direto do governo central.
A JBIC (Japan Bank for International Cooperation) participa do projeto oferecendo capital de investimento às empresas privadas, como forma de incentivo do gabinete do primeiro ministro Hatoyama. Um dos recentes exemplos de iniciativa privada com apoio governamental é o investimento na ordem de mais de U$ 1,1 bilhão em projetos de geração de energia e transformação da água do mar em água potável nos Emirados Árabes Unidos através da gigante japonesa Marubeni.


Recorde nos pedidos de baterias para energia solar

A JPEA (Japan Photovoltaic Energy Association) anunciou que as estatísticas apontam crescimento de mais de 100% na demanda nacional de baterias para energia solar somente no ano passado, segundo jornal Nihon Keizai (10/02/2010). O recorde histórico quebra o jejum de quatro anos consecutivos na queda das vendas.
Medidas de incentivo governamentais foram responsáveis pela reviravolta do cenário do mercado de geradores de energia solar.
Em 2008, o Japão estava na sexta posição mundial no setor, porém passou a ocupar o terceiro posto em 2009. O retorno financeiro nesse tipo de tecnologia poderia demorar mais de duas décadas, mas com a evolução da tecnologia, é possível reaver o capital investido em dez anos. Além disso, os incentivos do governo foram prolongados em 2010, o que pode resultar num mercado de âmbito nacional.
Mais de 89% das instalações foram feitas em residências comuns. Em relação ao mercado internacional, 10% do share é de origem chinesa e coreana com tendência de crescimento das importações, enquanto as exportações sofreram queda de 2% no ano passado.


Kawasaki Kisen Kaisha reforça segmento petrolífero marítimo

A companhia naval Kawasaki irá reforçar a produção da frota especializada em cargas petrolíferas, cita o jornal Nikkan Kogyo (09/02/2010). Com o crescimento da indústria petrolífera e acelerado processo de projetos de construção de plataformas de extração de gás natural, como é o caso do Brasil, a empresa prevê aumento na demanda para transporte da matéria-prima. Os planos incluem um novo modelo multiuso orçado em mais de US$100 milhões. Além do Brasil, regiões extremas do hemisfério norte, México e oeste africano já apresentam perspectivas de explorar reservas de minério fóssil.


Transações em dinheiro eletrônico alcançam US$10 bi

Os pagamentos efetuados em dinheiro eletrônico (excetuando-se pagamentos no setor de transportes), alcançaram pela primeira vez a marca de US$10 bilhões em transações, como informa o Jornal Nihon Keizai (02/10/2010). O principal fator do sucesso do produto, que funciona com sistema pré-pago, dá-se por sua expansão em todo o Japão, deixando de se manter concentrado somente na capital, Tóquio.
O número de usuários vem aumentando e o pagamento eletrônico ganha força como uma alternativa para as cédulas de papel. Segundo informações da agência Nomura Research Institute, a demanda de pagamentos em compras de baixos valores com cédulas alcançam a marca de U$500 bilhões. O dinheiro eletrônico já atinge uma fatia de 2% desse mercado.
A Seven&i HLDGS, grupo que comanda as lojas de conveniência SevenEleven, observou aumento de 100% no número de usuários desde o lançamento do Nanaco, versão exclusiva de pagamento eletrônico. Além de Nanaco, há mais cinco versões no mercado como: Waon (Aeon Group), Suica, Pasmo, Icoca (Japan Railways Group) e Edy (bitWallet, Inc.), onde o usuário pode fazer pagamentos com cartões previamente abastecidos com dinheiro.


Economia cresce 1,6% em dezembro de 2009

Segundo o governo central, no mês de dezembro a economia do país apresentou crescimento de 1,6%, se comparado ao mês anterior, como informa o jornal Nihon Keizai (02/10/2010). Esse é o nono mês consecutivo de melhora nas taxas, incentivada pelas exportações.
Um dos representantes do governo, Keisuke Tsumura, afirmou que a “economia vem mostrando melhoria, porém os riscos de uma queda ainda não são totalmente descartáveis”.
Um dos setores em ascensão é a siderurgia com aumento de 2,2%, além da recuperação das exportações voltada aos EUA. Os indicativos mostraram também que os ajustes em problemas de estoque de produtos já foram sanados. Apesar da visível melhoria, o consumo não vem apresentando um quadro de recuperação, como esperado.


Coalisão no mercado de negócios da água

A Mitsubishi, JGC e a Ebara anunciaram a união estratégica para o desenvolvimento no setor da indústria da água “Water Business”, segundo artigo do Jornal Nihon Keizai (04/02/2010). A Ebara fornecerá a tecnologia, enquanto a Mitsubishi se responsabilizará no setor financeiro e a JGC, no planejamento e design de projetos.
O objetivo é expandir os serviços no mercado internacional, oferecendo consultoria completa, desde a construção até a administração da infraestrutura dos setores de saneamento básico, tratamento de esgoto e purificação.
As previsões do crescimento em valor de mercado desse setor poderá dobrar, com os US$900 bilhões previstos em 2025. Na concorrência, as francesas Veolia Water e GDF já vem recebendo grandes pedidos em projetos na China e países em desenvolvimento.


Sinfonia Technology entra no mercado brasileiro

A Sinfonia anunciou o início da produção de geradores de energia eólica com capacidade de 1kW ainda em 2010 no Brasil. No país, a fábrica terceirizada se encontra nos arredores da cidade de São Paulo e será responsável pela produção das hélices e a base, enquanto importará da matriz, a turbina e o restante dos componentes. A empresa prevê custo abaixo da metade em comparação à produção do Japão.
No primeiro ano, o objetivo é alcançar 100 unidades de geradores anualmente, passando para 300 unidades no segundo ano. A partir do terceiro ano, a produção de geradores será 100% nacional, com previsão de 1.000 unidades ao ano.
O valor estimado de cada unidade é de US$10 mil. A Sinfonia, antiga Shinko Eletric, iniciou os trabalhos no setor de energia eólica em 2003 e atualmente também possui um setor de produção de painéis de energia solar. Até o momento, as companhias relacionadas com energias solares e eólicas exportavam os seus produtos para evitar a transferência tecnológica, porém com o aumento de demanda nos países em desenvolvimento, estão mudando suas políticas transferindo parte de suas produções, como se pode observar no caso do Brasil.


CoFesta in Brazil

O Ministério da Economia, Comércio Exterior e Indústria do Japão realizará o Japan International Contents Festival in Brazil entre os dias 11 e 14 de março de 2010. O objetivo do evento é difundir a cultura pop japonesa levando jogos, anime, música e cinema ao mundo. No ano passado, partes do evento relacionadas ao anime foram realizadas na França e Singapura. Mas essa é a primeria vez que a exposição será realizada integralmente no exterior. Além disso, a organização está preparando o Business day para a rodada de negócios entre empresários no dia 11. Mais informações: www.cofesta.jp


Queda histórica no setor de construção civil japonesa

Segundo artigo da mídia eletrônica do Jornal Asahi (29/01/2010), o setor de construção civil fechou o ano de 2009 com 788.410 novos imóveis, o que representa queda de 27,9% em relação ao no anterior. O número é o segundo mais baixo da história, desde o início da coleta de dados em 1951.
O número mais alto de novas construções foi observado em 1973, quando 1,9 milhão de unidades foram construídas.
A crise, o desemprego, e corte no salário, foram as principais causas no desafio do consumidor em adquirir uma casa própria. Entre os tipos de imóveis, foi observada uma queda de 58% de novas obras de apartamentos. Estatísticas por região mostram que a área metropolitana que abrange a capital Tóquio sofreu baixa de 29,3%; Chubu (região central, onde encontra-se o setor industrial), teve queda de 30,1%; e Kinki (região de Osaka, segunda maior cidade do país), perdeu 26,7% de novas construções.
O Japão manteve medidas de incentivo para aquisição da casa própria desde meados da década de 1960 e, mesmo em meio a “Crise do Petróleo”, em 1973, e chegou a alcançar mais de 1 milhão de imóveis vendidos. Com o decorrer do tempo, a queda na taxa de natalidade e a insegurança no mercado financeiro, o setor enfrenta a pior crise desde 2008.


Shoppings anunciam dados do faturamento do mês

As cinco lojas de departamentos mais importantes do país anunciaram que sofreram queda de 0,5 a 7% no faturamento do mês de janeiro, se comparado ao mesmo período do ano de 2009, segundo informações do jornal Asahi (02/01/2010).
Os dados apontam para a recuperação no setor de vestuário e artigos de luxo - principais produtos do setor. Daimaru e Isetan já recuperaram o mesmo patamar do ano anterior.
Uma das maiores do setor, a Daimaru teve queda de 0,5%, mas evitou o pior com o abertura de uma parte da loja da tradicional filial em Shinsaibashi (Osaka). A Isetan, uma das mais luxuosas do mercado, promoveu uma liquidação de estoque em sua loja na Kichijoji (Tóquio).
Outras, como Matsuzakaya e Takashimaya apresentaram recuperação expressiva com a liquidação de itens de luxo, como bolsas, roupas e outros acessórios. Apesar de uma queda branda e otimismo, a assessoria de imprensa de cada loja ainda vê cautela na recuperação do mercado de varejo das lojas de departamento.


Países do ASEAN estudam o livre comércio da região

Japão, China e Coreia do Sul, além de outros países do sudeste asiático que compõem o ASEAN, estudam aplicar o livre comércio na região e já levantam regras e leis comerciais entre os países, como informa o Jornal Nihon Keizai (02/02/2010).
O principal propósito desse acordo é facilitar as negociaçõs de empresas no mercado regional, diminuindo os custos alfandegários. O governo central japonês será responsável pelo levantamento das regras e principal coordenador do projeto.
A principal cláusula será em relação às leis aplicadas ao protecionismo. Como nos acordos FTA (Free trade agreement), a entrada e saída de produtos poderão ser comercializadas sem a comprovação de sua origem. Com isso, acredita-se que além de motivar a concorrência, evitará a entrada de produtos terceirizados entre os países com acordos de livre comércio, como ocorre atualmente.


Setor de TVs digitais cresce 40%

Segundo a JEITA (Japan Eletronics Information Technologies Industries Association), o mercado de televisões de tela fina (alta definição) bateu recorde em 2009, com a venda de 13,6 milhões de unidades, ou aumento de 40% en relação à 2008, informou o Jornal Nihon Keizai (26/01/2010).
É a primeira vez que o índice ultrapassa dos 10 milhões de aparelhos vendidos. Além da forte demanda com o fim da transmissão do sinal analógico no próximo ano, a medida do governo em subsidiar uma parte da compra para incentivar a consciência ecológica (os aparelhos são considerados energia limpa), incentivou o aquecimento do setor. O valor de mercado desse setor teve crescimento em 1,3%, ultrapassando pela primeira vez mais de US$ 30 bilhões.
Por outro lado, os computadores sofreram queda 6,2% ou 8,72 milhões de unidades, decepcionando o setor que acreditava que o consumidor não trocaria os aparelhos devido a mudança do sistema operacional no final do ano passado.


Internacionalização das construtoras regionais

O Ministério da Infraestrutura e Transporte anunciou a criação de um setor que auxiliará as pequenas e médias construtoras regionais que buscam investir no mercado internacional, noticiou o Jornal Nihon Keizai (01/02/2010).
O governo central passará a oferecer, gratuitamente, serviços de consultoria, além da realização de seminários, para as construtoras, hoje reconhecidas pela utilização de alta tecnologia na edificação de imóveis em espaços compactos.
O ministério decidiu auxiliar o setor, devido ao corte do orçamento anual das construções e obras públicas, prejudicando àquelas que dependiam somente dessa verba. A saída seria transferir a tecnologia para outros países, oferecendo suporte técnico e comercial.