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› NOTÍCIAS & NEGÓCIOS DO JAPÃO

Toshiba reforça produção de transformadores no Brasil

A Toshiba anunciou que aumentará em 60% a produção de transformadores em sua fábrica situada em Minas Gerais ainda este ano, noticiou o jornal Nikkan Kogyo (21/01/2010). Os investimentos podem alcançar US$ 40 milhões, que serão destinados a obras de infraestrutura para a Copa do Mundo e Olimpíadas em 2014 e 2016. Além disso, a companhia já prevê nova demanda em outros países da América Latina, tendo o Brasil como ponto de distribuição.


Pesquisa conjunta no setor de software para automóveis

Segundo a emissora de TV estatal NHK (25/01/2010), as gigantes Toyota, Nissan, Honda e Mazda desenvolveram um projeto pioneiro e conjunto. O software básico, utilizado na produção da próxima geração de automóveis híbridos e elétricos, terá acompanhamento do Ministério das Finanças e Indústria. Até o momento, cada montadora desenvolvia um software exclusivo, todavia, com a alta concorrência mundial dos novos modelos, o ministério organizou o grupo que resultou num programa de produção com alta tecnologia e de baixo custo. O próximo passo é seguir o padrão internacional na comercialização da nova tecnologia no mercado mundial, almejando o domínio do mercado de fornecimento de tecnologias para os automóveis do futuro.


JR Central reforça venda de trem-bala nos EUA

A JR Central anunciou que irá reforçar a venda dos seus modelos de trens de alta velocidade no mercado norte-americano, segundo artigo do Jornal Nihon Keizai (26/10/2010). As prioridades da linha de trem-bala (shinkansen) estão voltadas aos estados da Flórida e Califórnia. Enquanto o modelo Linear, será voltado à capital Washington. Na coletiva de imprensa, a JR Tokai afirmou que a empreitada segue em conjunto com mais duas empresas de consultoria e órgãos do governo para a promoção do produto japonês no exterior. O trajeto inicial Tampa-Miami (Flórida) terá extensão de 530 km; e Las Vegas-Los Angeles, 440 km. O projeto está orçado em mais de US$ 130 milhões, tornando-se o pedido de mais alto valor para a empresa, desde que a JR Central iniciou a expansão internacional no Vietnã, China, Taiwan e, atualmente, disputando o mercado no Brasil. A tecnologia japonesa é reconhecida pela baixa emissão de poluentes, porém disputa com fortes companhias europeias na concorrência internacional.


Keidaren com novo presidente

A Nippon Keidanren (Japan Business Federation), formada pelas maiores e mais importantes indústrias do Japáo, confirmou o seu próximo representante, informou o Jornal Nihon Keizai (24/01/2010). O escolhido é Hiromasa Yonekura (74), presidente honorário da Sumitomo Chemical.
Atualmente Yonekura ocupa o cargo número dois da própria Keidanren, e é reconhecido por outros associados pela brilhante carreira nas transações comerciais com a Arábia Saudita e a internacionalização do mercado japonês no setor petrolífero. É a primeira vez que um empresário com experiência no antigo Ministério das Finanças – órgão público - irá ocupar o cargo mais alto da instituição. As companhias japonesas terão pela frente como desafio, a definição da estratégia da expansão na região asiática, assim como a retomada da globalização de seus produtos no mercado mundial. A postura do novo presidente em relação ao governo atual ainda é incerta.


Baixa probabilidade de uma ‘segunda crise’

O presidente do Banco do Japão, (Banco Central japonês) Masaaki Shirakawa afirmou em entrevista coletiva que prevê uma estabilização econômicado país, evitando-se a tão temida ‘segunda crise’, que poderia ocorrer ainda no primeiro semestre, segundo analistas econômicos. A confiança é creditada na maior parte ao crescimento dos países em desenvolvimento que mantém o equilíbrio da economia japonesa. No entanto, em relação à China, o seu alto índice de crescimento e de reserva deixa-o em estado de precaução e pede cautela, caso o país venha a sofrer alguma crise num futuro próximo.


Nachi acelera investimentos em setor de autopeças nos países em desenvolvimento

Segundo Jornal Nikkan Kogyo (19/01/2010), a Nachi-Fujikoshi anuciou novos investimentos no setor de autopeças na Tailândia e no Brasil. A empresa anunciou aumento em 20% na produção de rolamentos voltado para o mercado de veículos de duas rodas nos dois países, ao mesmo tempo que investe no mercado de automóveis na China.
Com o crescimento da demanda, principalmente nos países em desenvolvimento, a previsão de superar o faturamento total atual em 30% já é real. Somente no mês de novembro, a empresa apresentou crescimento de 23%.
Os investimentos nas instalações das fábricas subsidiárias Nachi Tecnology Thailand e Nachi Brasil (Mogi das Cruzes) atingem US$25 milhões de dólares.


Ministro Okada anuncia auxílio às florestas tropicais

O ministro das Relações Exteriores, Katsuya Okada, anunciou no Fórum de Cooperação Ásia- América Latina que irá oferecer ajuda para a preservação do meio ambiente nos países asiáticos e latinos que possuem florestas tropicais em seu território, segundo artigo do jornal Nihon Keizai (19/01/2010).
O reforço inclui serviço de observações via satélite no que se refere a devastações ilegais, além de oferecer tecnologia ambiental, principalmente ligada à “energia limpa” como a energia solar.


Sekisui House em expansão nos mercados da China e Rússia

A gigante do setor de construção, Sekisui House, anunciou seu ingresso nos mercados russo e chinês ainda este ano com foco na construção de apartamentos domiciliares, como divulgado pelo Jornal Nihon Keizai (18/01/2010).
Nos subúrbios da capital russa, as construções seguem o padrão imóveis de madeira, enquanto que na China a Sekisui pretende erguer prédios de grande porte.
A Daiwa House, outra líder do mercado japonês, também já está presente no mercado chinês. Com a queda na taxa populacional do país, as grandes construtoras já se preparam para explorar novos mercados, adaptando-se ao estilo de vida de cada país.


Fortalecimento na aliança Japão-Taiwan no mercado chinês

O Ministério das Finanças e Indústria de Taiwan, selou um acordo com o grupo financeiro Mizuho, em prol da expansão dos negócios das empresas nipo-taiwanesas no território chinês. A aliança foi realizada com a intenção de estreitar as relações comerciais entre Japão e China através de acordos com Taiwan. Ao mesmo tempo, o Mizuho se prepara para obter novos clientes em seu ingresso no país.
Com a garantia de um fundo seguro e sustentável, as empresas japonesas poderão explorar o mercado chinês em parceria com Taiwan, já que o idioma e a cultura podem facilitar negócios entre os países. Além da China, a aliança nipo-taiwanesa também já vem buscando espaço no mercado do Vietnã.


Vendas no setor imobiliário cai 16,8% em 2009

O Instituto de Pesquisas Econômicas do Setor Imobiliário divulgou que a venda de apartamentos novos na região metropolitana de Tóquio em 2009 sofreu queda de 16,8% em relação ao ano anterior, atingindo volume de vendas de 36.376 unidades, segundo Jornal Nihon Keizai (20/01/2010).
Essa é a primeira vez, nos últimos 17 anos, que a taxa de vendas não ultrapassa a marca de 40 mil unidades anuais. Nas regiões suburbanas, Kanagawa e Saitama, o resultado da pesquisa aponta para um quadro de queda significativo e valores de mercado menores, se comparados ao ano anterior.
Em relação à Osaka (segunda maior metrópole japonesa), as vendas sofreram decréscimo de 13%, mas construtoras devido ao menor volume de apartamentos disponíveis no mercado, houve relativa melhora nas vendas em algumas regiões. O órgão prevê a recuperação lenta do setor, que pode durar pelo menos dez anos. Mas já adianta que o volume de novos apartamentos vai aumentar em 2010.


Uniqlo enviará centenas de funcionários para adquirir experiência no exterior

O presidente da Fast Retailing, Tadashi Yanai, revelou que enviará ainda este ano centenas de seus funcionários, que levarão ao exterior a marca Uniqlo de roupas, segundo entrevista concedida ao Jornal Sankei (04/01/2010). O propósito é a expansão e abertura de novos negócios na China, Coreia do Sul e Rússia. O grupo, que já vinha estudando a globalização da marca, mantém atualmente mais de cem funcionários em diversos países e divulga a pretensão de dobrar essa marca. Com mais de três mil empregados no Japão, a empresa já mostra sinais de expansão com filiais abertas em diversos pontos da Ásia. A previsão de faturamento da empresa para este ano é de aproximadamente US$7,9 bilhões. Mas a a empresa prevê que em dez anos, o faturamento possa alcançar US$50 bilhões. O grupo planeja também aumentar o número de lojas, atualmente 867 pontos de venda, para quatro mil até 2020.


Daihatsu cancela fusão com companhia chinesa

Segundo a versão eletrônica do jornal Sankei (07/01/2010), a Daihatsu anunciou a dissolução da parceria com a chinesa FAW Jilin Automobile. Com a separação, a montadora japonesa entrega sua parte na parceria, correspondente a uma empresa de autopeças, à chinesa Jilin. A fusão teve início em 2006, com a expansão do modelo Senia no mercado chinês, mas que mostrou não corresponder às expectativas de faturamento da Daihatsu. Segundo a montadora, houve uma mudança estratégica da companhia, que se volta aos mercados da Malásia e Indonésia.


Panasonic investirá US$1 bilhão em energia solar

De acordo com o artigo do Jornal Nihon Keizai (09/01/2010), a Sanyo, que se tornou subsidiária da Panasonic no ano passado, receberá investimentos em torno de US$1 bilhão até 2015. O objetivo é expandir negócios nos setores de energia solar e produção de baterias de lítio, além de alcançar o faturamento máximo de US$30 bilhões em 2018, ano em que a empresa dará início aos preparativos das comemorações do centenário de fundação da Panasonic. Com o novo capital, a Sanyo já almeja uma melhor posição no ranking mundial de share de baterias para carros, alcançando a supremacia em cinco anos. Por outro lado o setor de eletrodomésticos, que sente a queda de sua demanda interna, busca expansão em meio à classe média dos países em desenvolvimento com o lançamento de linhas populares e mais acessíveis ao bolso do consumidor local.


Setor siderúrgico quadruplicará produção estrangeira

As quatro gigantes do setor siderúrgico do Japão, incluindo a Nippon Steel, se preparam para aumentar sua produção em até quatro vezes até 2020. Com planos de construção de fábricas na Índia e no Brasil, a capacidade de produção das quatro companhias no exterior poderá se aproximar do volume produzido no Japão. Com isso, as siderúrgicas buscam assegurar o fornecimento a países em desenvolvimento através da produção local, reduzindo os custos de exportação, prejudicada pela alta do iene e a queda da demanda interna. Com investimentos em empresas locais somados a projetos de joint venture (empreendimento conjunto) a capacidade de produção anual pode chegar a 66 milhões de toneladas em 2020. Esse volume atinge 80% da capacidade de produção interna atual, onde as gigantes não planejam destinar investimentos. No Brasil, o grupo Sumitomo e Nippon Steel já vem realizando altos investimentos em empresas locais, como é o caso da Usiminas.


Distribuidoras de petróleo dão início à comercialização de biogasolina

Companhias distribuidoras de petróreo no Japão iniciam a produção de biogasolina em 2010, noticiou o jornal Nihon Keizai. Seguindo a Nippon Oil, a primeira a ingressar no setor, a Idemitsu Kosan e a Showa Shell Sekiyu começam a comercializar gasolina misturada com biocombustivel produzida a partir de plantas. Na região Kanto do país, quase todo o volume de gasolina comercializada será composta por biocombustível.
As companhias produzirão gasolina misturada com biocombustível, composta por mais de 1% do de ETBE (do inglês Ethyl Tertiary-Butyl Ether). O combustível é produzido pela combinação de etanol (que tem como base a cana de açúcar) e gás petroleiro. A Nippon Oil, em sua fáblica em Kanagawa, está ativando a produção de ETBE e misturado-a com gasolina. Outras duas companhias também dão início a sua produção da gasolina composta por ETBE importado em suas fábricas.


Reestruturação na produção de aminoácidos para nutrição animal da Ajinomoto

Segundo a versão online do Jornal Nikkan Kogyo (28/12/2009), a Ajinomoto revisa o processo produtivo de aminoácidos da linha “nutrição animal”. A empresa deverá reduzir o volume de produção de fábricas brasileiras, transferindo-as para a Tailândia, China, França e EUA, onde a empresa busca crescimento da demanda de seu produto. Atualmente o Brasil é responsável por aproximadamente 30% do volume de produção, mas com a valorização do real frente ao dólar, os custos de exportação a partir do país, tornaram-se incompatíveis com as metas nas margens de lucro da empresa. A companhia japonesa domina quase 70% do mercado mundial da proteína, mas visa expandir seus negócios principalmente nos países em desenvolvimento.


Mitsui Bussan e Tokyo Gas adquirem termoelétrica mexicana

Em comunicado conjunto, a Mitsui Bussan e a Tokyo Gas anunciaram a compra de 5 estações termoelétricas situadas no México, pertencentes ao grupo espanhol Gas Natural. O valor da transação poderá ultrapassar US$ 1 bilhão, segundo a versão online do jornal Asahi (24/12/2009). As companhias investem no setor de extrema importância para o país em desenvolvimento - a energia elétrica, apostando em lucros a longo prazo. As cinco termoelétricas utilizam como combustível, o gás natural, e fornecem energia elétrica a mais de 2 milhões kW para uma população de aproximadamente 600 mil pessoas. O México vem abrindo as portas para investimentos de gigantes do setor energético e a Mitsui Bussan já dá início às suas estratégias de fixação de base no território mexicano, que teve como ponto de partida, a compra das estações. O Tokyo Gas tem como objetivo a capitalização a longo prazo através de investimentos em diversos setores nos países em desenvolvimento.


Montadoras japonesas investirão pesado na Índia

Segundo o Jornal Nihon Keizai (05/01/2010), as quatro principais montadoras japonesas (Honda, Toyota, Nissan e Suzuki), aumentarão a produção na Índia em 25% em relação ao ano anterior, alcançando aproximadamente 1,48 milhões veículos. Essa média já alcança o mesmo nível de produção e fornecimento do atual mercado asiático, abastecidas por fábricas instaladas no território tailandês. O propósito da otimização da produção é o fornecimento de carros no mercado africano. Somente a Suzuki, a pioneira no território indiano, já garantiu a média de 1 mi veículos. A Índia aumentou as suas vendas em 2009 em 66,5 % em relação ao ano anterior e já se tornou o segundo mercado consumidor do mundo, ficanto somente atrás da China, que ultrapassou o mercado norteamericano.


NGK aumentará produção em 210 mil kW

A NGK Insulators anunciou que irá aumentar a produção de sua linha de bateria NAS de 90 mil kW para 210 mil kW em 2011, segundo artigo do jornal Chunichi (29/12/2009). O objetivo é suprir a demanda do Oriente Médio, EUA e Europa. A tecnologia NAS é conhecida por sua estabilidade no armazenamento de energia provenientes dos sistemas de capitação solar e eólica. Com o aumento nas necessidades de utilização de energia em períodos noturnos, a empresa busca a especialização nesse setor e já passa a atender pedidos de países do Oriente Médio - os acordos têm valor aproximado de mais de US$650 milhões.


Suntory em parceria com PepsiCo na China

Segundo o Jornal Nihon Keizai (28/12/2009), a Suntory Holdings selou parceria com a americana PepsiCo para a venda e distribuição de seus produtos no território chinês. A Suntory, que atuava em mercado limitado, em alguns grandes centros, conta com a multiplicação de suas vendas através da utilização da rede de distribuição da PepsiCo. O primeiro produto a chegar nas prateleiras dos supermercados chineses serão os enlatados lácteo-cafeinados. Com a novo volume, o mercado de bebidas da China ultrapassa o Japão em 2010, tornando-se o segundo no ranking mundial. Outras empresas do setor alimentício do Japão já planejam a expansão de seus negócios para países em desenvolvimento através da fusão ou investimentos conjuntos com gigantes americanas e europeias.