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› NOTÍCIAS & NEGÓCIOS DO JAPÃO

Hitachi Plant Technologies expande negócios no Brasil

A Hitachi Plant Technologies - braço do grupo Hitachi, responsável pelo setor de máquinas industriais; sistema de tratamento de água; e precipitador eletrostático - prepara-se para expandir as vendas de seus compressores no Brasil com metas de faturamento de mais de US$100 milhões em 2013, como informa o Jornal Nikkan Kogyo (23/03/2010). A companhia já vem desenvolvendo uma ampla pesquisa de mercado e prospecção e, em março, enviará o diretor comercial na área internacional para decidir o local do escritório comercial (entre São Paulo e Rio de Janeiro) com previsão de abertura em 2011.


Continua queda na produção de eletrodomésticos

A JEMA (The Japan Eletrical Manufacter’s Association) anunciou que a previsão de produção de eletrodomésticos em 2010 poderá sofrer queda de 1,6% em relação ao ano anterior, ou valor total acumulado de US$15,497 bilhões, atribuída ao declínio gradual na demanda interna e transferência das fábricas ao exterior, noticiou do Jornal Nihon Keizai (20/03/2010). Em 2009, o valor alcançado de US$15,757 bilhões e queda de 8,4% em relação a 2008, só não foi pior, devido a campanha de subsidío do governo em relação aos produtos considerados ‘ecologicamente corretos’, como foi o caso das geladeiras (+14,5%). Contudo, freado pela resposta negativa das vendas de ar condicionados (-15,5%), em decorrência a crise no setor imobiliário. Os especialistas prevêem estabilidade com o prorrogamento da medida do governo, mas estão pessimistas na recuperação rápida do mercado. Por outro lado, o ramo de maquinário elétrico de porte industrial alcançou valor de produção de US$33,451 bi, ou crescimento de 10,7% em relação ano anterior, mas também sem estimativas positivas nos próximos anos.


Pior taxa na demanda interna no setor automobilístico

A JAMA (Japan Automobile Manufacters Association) divulgou as previsões do mercado interno de automóveis de 2010, como informou o Jornal Nihon Keizai (18/03/2010). Segundo a pesquisa, o número de veículos com quatro rodas (inclui caminhões e ônibus) sofrerá queda de 4,9% em relação a 2009 ou um prognóstico de 4,64 milhões de unidades a serem vendidas. É o pior índice em 33 anos, em que o número de veículos vendidos alcançou 4,23 milhões de unidades em 1977. Desde a crise em 2008, o gabinete do governo forçou a reação do mercado com medidas em forma de subsídio, revertendo momentaneamente a queda nas vendas. Todavia, já anunciou que o auxílio se encerrará ainda no primeiro semestre deste ano, o que resultou nas previsões negativas do setor.


Japoneses gastam menos no exterior

Segundo o Jornal Nihon Keizai (23/03/2010), os turistas japoneses gastaram menos no exterior em 2009. O saldo deficitário - que é calculado entre o total em valores de consumo dos estrangeiros no Japão e dos japoneses no exterior - sofreu queda de 19,5%, alcançando US$14 bi, a menor taxa desde 1991, quando teve início as estatísticas. A diminuição na taxa indica que os japoneses gastaram menos, devido a inúmeros fatores como a crise que prejudicou as viagens internacionais e a alta do iene que influenciou no poder de compra. A Agência Nacional do Turismo informou que 15 milhões de pessoas saíram do país em 2009 (-3,4% em relação a 2008), muito abaixo dos tempos de pico em 2000, com 17,82 milhões de turistas.


Empresas do ramo de anime exploram o mercado internacional

As principais companhias de entretenimento do país iniciam processo de altos investimentos para a internacionalização do produto anime no mercado mundial, noticiou o Jornal Nihon Keizai (23/03/2010). A Toei Animation lançará dois longametragens em tecnologia 3D e um convencional, voltados para os mercados norte-americano e europeu em 2011 e 2012, respectivamente. Os orçamentos milionários serão desembolsados por investidores que apostam no crescimento no share do mercado do consumo internacional, que atualmente é o equivalente a 20% do total produzido. Enquanto a Production I.G fecha parceria com uma empresa de Singapura reforçando a promoção no mercado asiático. Com a queda gradual da demanda interna da indústria do anime, as empresas enxergam que o sucesso no exterior seja o próximo passo para a otimização dos negócios desse setor.


Padronização do modelo de baterias para carros elétricos

As principais empresas do setores energético e automobilístico reuniram-se para discutir a padronização do modelo de recarregamento rápido das baterias utilizadas nos carros elétricos, noticiou o Jornal Yomiuri (16/03/2010). Além da Toyota, Nissan, Mitsubishi e Fujitsu, o grupo francês Citröen-Peugeot também participou do evento, que anunciou a mais nova tecnologia de bateria desenvolvida pela TEPCO (Tokyo Eletric Power Company), com capacidade de reabastecimento em dez minutos e estabilidade num percurso de aproximadamente 60 km. Com o modelo ‘CHAedMO’ – como foi batizado, a intenção do Japão é tornar-se o líder no mercado mundial de automóveis elétricos, enfrentando a forte concorrência americana (GM) e alemã (Daimler). Segundo a consultoria Fuji-Keizai, há perspectivas de expansão em valores desse segmento de US$81 milhões para US$7,7 bilhões em 2015. No mercado nacional, a Mitsubishi foi a pioneira na produção em série com o ‘i-MiEV’ em julho de 2009, enquanto a Nissan lançará o modelo ‘Leaf’ no segundo semestre deste ano.


Fujifilm estabelece subsidiária no Brasil

A Fujifilm Corporation anunciou a compra da NDT Comercial (São Paulo), tornando-a sua subsidiária no mercado brasileiro, como informa o Jornal Nihon Keizai (11/03/2010). Os valores de transação não foram revelados, porém a companhia japonesa acredita na expansão da demanda no setor de equipamentos médicos. Na primeira etapa comercial do novo escritório, o foco será a venda direta nos estabelecimentos hospitalares, agora com a vantagem de oferecer o serviço de manutenção e acompanhamento.


Mercado farmacêutico expandiu 4% em 2009

A JACDS (Japan Association of Chain Drugstores) anunciou que o mercado farmacêutico apresentou resultado positivo de 4% em 2009 ou US$54 bi em valores de mercado, noticiou o Jornal Nihon Keizai (13/03/2010). A pesquisa realizada com 159 principais empresas do ramo, apontou crescimento no faturamento em 1,7% ou média de US$3,4 milhões para cada unidade de venda. Pela ordem de itens, os remédios lideraram com aumento em 4,2%; e produtos em alimentos em 7,6%. Por outro lado, os cosméticos sofreram queda alcançando somente 1,2%.


Empresas asiáticas de energia solar no mercado japonês

Algumas marcas asiáticas da indústria de energia solar preparam-se para expandir os seus negócios no Japão, segundo informações do Jornal Nihon Keizai (12/03/2010). A sulcoreana Hyundai Heavy fechou os primeiros contratos de seu sistema no ramo de prédios comerciais. Enquanto a marca chinesa Trina Solar já estabeleceu sua filial japonesa em fevereiro iniciando a sua estratégia promocional no setor residencial, com objetivo de alcançar 8% do share de sua produção no mercado japonês em 2012. A Canadian Solar com fábricas instaladas na China também já traçou metas de vendas de mais de 20 mil kW em 2010, com a vantagem de valores de varejo abaixo das marcas japonesas, devido aos baixos custos de produção. Recentemente, o país apresenta um forte crescimento no setor devido aos subsidíos do governo para a promoção da energia limpa. Somente em 2009,o mercado dobrou com a instalação de mais de 480 mil kW, contra 230 mil kW em 2008.


Japão perde liderança no mercado de máquinas industriais

O Japão cai para a terceira posição em valores de venda no setor de máquinas industriais, após 28 anos liderando no mercado mundial, noticiou o Jornal Nihon Keizai (17/03/2010). No topo da lista, a China – antes ocupava o terceiro lugar - cresceu 8,9% em 2009, ou acúmulo de U$10,9 bi. Por outro lado, o Japão encolheu 56,5%, alcançando somente US$58 bi. A Alemanha manteve a segunda colocação, porém perdeu mercado com a queda de 35,2% ou US$78 bi. As máquinas japonesas do setor siderúrgico foram os principais produtos na década de 1980, desbancando o EUA na liderança do mercado. Os responsáveis da associação japonesa de máquinas industriais afirmam que será difícil retomar o lugar da China, em contrapartida irá reforçar a reconhecida alta qualidade da tecnologia nacional agregando valor nos produtos.


Exportações de ferro e aço apresentam recuperação

Segundo artigo do Jornal Asahi (06/03/2010), a taxa de exportação do setor siderúrgico apresentou em janeiro o crescimento de 71,7% (3,4 milhões de toneladas de ferro e aço) em relação ao mesmo período do ano passado, como informa a Japan Iron and Steel Federation (Federação Nacional de Ferro e Aço). Na contramão da crise que ainda afeta os países ricos, o mercado automobilístico e eletrodomésticos dos emergentes como a China, Coreia do Sul e Tailância, está se tornando um dos principais motivos pela forte recuperação do setor. Além disso, a alta no preço final vêm contribuindo para o resultado positivo das vendas. Somente em janeiro, o preço médio de uma tonelada de ferro e aço foi de US$500, ou seja, 50% mais valorizado se comparado há um ano, com perspectiva de alcançar US$700. A Japan Steel foi responsável por 42% em valores de exportações, seguindo-se da JFE com 49%, no primeiro trimestre do ano.


Brasil é pauta para a introdução da tecnologia de internet japonesa

O Ministério de Assuntos Internos e Comunicação aprovou no dia 9, a realização de um fórum entre Brasil e Japão para dicussões sobre tecnologia de internet móvel, como informa o Jornal Sankei (09/03/2010). O ministro Kazuhiro Haraguchi acredita que a estratégia de fornecimento da alta tecnologia japonesa nesse ramo aos países com forte perspectivas de crescimento como o Brasil, poderá ser a próxima etapa no desenvolvimento econômico do país. No encontro serão discutidos os sistemas para celulares LTE (Long Term Evolution); de transportes ITS (Intelligent Transportation Systems); e comunicação IPTV (Internet Protocol television).


NTN aumentará produção no Brasil

A NTN aumentará a produção de rolamentos para veículos médios na China, Índia e Brasil, segundo o Jornal Nihon Keizai (0403/2010). Os valores de transação poderão alcançar aproximadamente US$40 milhões para serem investidos ainda no primeiro semestre deste ano. A previsão de faturamento nos mercados latino-americano e asiático é de US$ 1 bilhão em 2011. As fábricas instaladas na China e Índia aumentarão o seu poder de produção de rolamentos de 110 mil para 150 mil e, 50 mil para 100 mil por mês, respectivamente. Enquanto no Brasil, o fortalecimento da produção estará de acordo com o dinamismo das vendas de automóveis das marcas japonesas no país.


Gigantes dos eletrônicos no mercado africano

As principais companhias eletrônicas do país preparam-se para aumentar o share do ainda ‘inexplorado’ mercado do continente africano ainda este ano, como informa o artigo do Jornal Nihon Keizai (09/03/2010). A Sony pretende aumentar a participação em 70% de lojas revendedoras em diversos países, enquanto a Toshiba estuda a instalação de uma fábrica no Egito para a produção de TV de cristal líquido. A Hitachi expandirá o seu mercado de ar-condicionado em oito localidades e, a Panasonic prevê aumento do seu faturamento atual de US$25 milhões ao ano para US$100 milhões nos próximos anos. Após os países integrantes do BRIC, a África é o mercado em ascensão com poder de consumo de mais de 900 milhões de habitantes. O continente é composto por cinquenta países com crescimento populacional de 12,5% ao ano, ultrapassando a média do BRIC, de 4,6%. Apesar de problemas de segurança e conflitos internos, segundo fontes do FMI, países ricos em petróleo como Líbia e Argélia vêm apresentando crescimento de 50% no PIB por habitante nos últimos seis anos.


Multinacionais reavaliam permanência no mercado japonês

As principais multinacionais iniciam processo de retirada de capital no Japão, segundo artigo do Jornal Nihon Keizai (10/03/2010). A francesa Michelin deixará de produzir pneus de sua marca em julho desativando a sua fábrica na província de Gunma. Enquanto a montadora sulcoreana Hyundai decidiu interromper as vendas de seus automóveis particulares, porém dando continuidade no modelo de transporte coletivo. Em 2009, a taxa de investimentos internacionais no país sofreu queda de 55,7%. Em tempos da ‘bolha econômica’ em 1991, havia a presença de mais de 127 multinacionais na Bolsa de Valores de Tóquio, porém, atualmente, restaram somente quinze. No ranking dos destinos de investimentos mais atraentes do mundo realizada pela AT Kearney, o Japão está fora da lista, enquanto a China está no topo seis anos consecutivos e, o Brasil, em quarto. Empresas como Carrefour e Versace também já anunciaram que irão encerrar as atividades este ano no país.


Toshiba lançará TV de alta definição para a classe média

A Toshiba anunciou que lançará um novo modelo de TV de cristal líquido voltada às classes C e D dos países em desenvolvimento, segundo o Jornal Nikkan Kogyo (18/02/2010). O produto será colocado no mercado asiático no primeiro semestre deste ano. A proposta da empresa é explorar novos produtos adequados à demanda e necessidades dos consumidores, além de valores acessíveis à realidade de cada região. Esse novo formato de negócio já está sendo estudado nos países como Brasil, Índia e Rússia, com previsão de crescimento do share no mercado entre 15% e 20%; e aumento de produção em torno de 50%, em relação ao ano de 2009.


Yamatake abre escritório comercial no Brasil

O Grupo Yamatake anunciou novos investimentos num projeto à longo prazo nos países em desenvolvimento. Além de abrir uma filial no Brasil, estará aumentando o número de funcionários na China, otimizando as vendas nesse mercado, noticiou o Jornal Nikkan Kogyo (26/02/2010). A empresa afirma que o faturamento no exterior será de US$140 milhões em 2010, com previsão de crescimento de 10% em quatro anos, com meta de alcançar US$200 milhões. Ainda não foi revelada a data e o local da filial brasileira, porém já recebeu pedidos de companhias japonesas do setor metalúrgico e automobilístico antes do estabelecimento do escritório de representação no país. A Yamatake está estabelecida em mais de treze países com metas de impulsionar o investimento internacional.


Consórcio do trem-bala japonês poderá receber apoio do governo

O gabinete central estuda a possibilidade de financiar uma parte do megaprojeto da tecnologia de trem-bala japonês no Brasil, na última etapa da licitação que ocorrerá em maio e avaliado em mais de US$ 17 bilhões, como informa o Jornal Nihon Keizai (02/03/2010). Pelas condições do contrato, 30% do orçamento total deverá ser investido pelo próprio consórcio. O fundo privado composto pela Mitsui, Mitsubishi, Toshiba e Hitachi, solicita o apoio da JBIC (Japan Bank for International Cooperation) para amenizar os riscos de investimento, caso ganharem a concorrência. O grupo também cogita a participação do grupo JR. O trajeto que liga São Paulo e Rio de Janeiro está atraindo a atenção também de empresas européias, chinesa e sul-coreana.


Companhias japonesas apostam nos países do ASEAN

Após anos de investimentos na Tailândia e Malásia, as empresas japonesas incluem Camboja e Laos, entre os destinos no desenvolvimento de novos mercados, noticiou o Jornal Nihon Keizai (01/03/2010). Segundo a JETRO, a instabilidade política na Tailândia e aumento gradativo no consumo da região, estimulou as companhias a procurarem alternativas de investimentos. O baixo custo de mão-de-obra foi o fator primordial para o início da expansão das indútrias do setor automobilístico de duas rodas, de alimentos e financeiro, até então predominantemente têxtil.


Forte crescimento nas vendas online

As vendas no varejo através da internet está em crescimento acelerado, como informa o Jornal Nihon Keizai (05/03/2010). Segundo o instituto de pesquisas Nomura, somente em 2009, o faturamento pelas compras online alcançou US$65 bilhões, aproximando-se do resultado de vendas do bilionário setor das lojas de departamento. A previsão de 2010 é de crescimento de 17% ou US$76 bilhões, em valores. O crescimento das vendas não se resume somente aos baixos preços, avalia Nomura, mas que a estratégia de marketing desenvolvida para o público específico foi o fator principal para o sucesso desse formato. Além de perspectivas de lucro nos próximos anos, a forte presença das empresas envolvidas no mercado está refletindo diretamente na valorização de suas ações, como é o caso da Rakuten – uma das líderes do mercado, que já vale 2,5 vezes mais que o grupo das lojas de departamentos Isetan Mitsukoshi Holdings.