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Gigantes do setor de óculos investe no mercado chinês
Segundo artigo publicado no Nikkei Net (17/11/2009), a Paris Miki Holdings reforçará os investimentos no território chinês, focando consumidores de óculos das linhas “familiar” e “jovem” como principais públicos-alvo. A empresa prevê expandir em até três vezes o número de pontos de venda, atingindo 400 lojas da marca até 2014. Com a imagem reformulada e com foco nas camadas familiar e jovem, a Paris Miki pretende inaugurar sua primeira loja em Xangai, com espaço dez vezes maior que uma loja padrão e cinco mil itens de venda, o triplo do que é oferecido atualmente. Entre as novidades disponíveis, a marca vai introduzir a linha Hello Kitty (do grupo Sanrio) na tentativa de atrair o público infantil, assim como - e principalmente – seus pais para o ponto de venda. A Intermestic, sua concorrente no setor, também começa a dar os primeiros passos em direção ao ingresso no mercado chinês.
Sanyo quadruplica a produção de bateria solar
A Sanyo anunciou que sua principal estratégia estará concentrada na expansão da empresa, aumentando em quatro vezes sua capacidade de produção atual, alcançando a marca de 1,5 milhões de kW do principal componente formador de baterias movidas a energia solar. A meta é atingir esse nível de produção até 2015, segundo informações do Jornal Sankei (17/11/2009). O objetivo da empresa é ocupar o terceiro lugar no ranking mundial dos produtores do setor de energia solar. Em 2008, a companhia ocupou o tímido 11º lugar.
Atualmente, a produção dessas células componetes de bateria, ocupam dois parques industriais com capacidade máxima de 340 mil kW. Com o reforço no investimento, as fábricas atingirão 565 mil kW até 2010. A empresa pretende ainda, aumentar a produção de painéis solares nas fábricas nacionais, assim como em suas filiais no México e Hungria.
Rede de conveniências Family Mart ganha 40 mil novas lojas
A gigante do setor de lojas de conveniência (24h) Family Mart começa a colocar em prática sua estratégia de crescimento em 3.8 vezes, com a abertura de 30 mil novos pontos de venda no mercado internacional. Incluindo as 10 mil lojas do mercado nacional, 40 mil pontos serão inaugurados até 2019, segundo o Jornal Asahi Online (25/11/2009). Com a abertura de 20 mil lojas na China, a marca aumentará em até 70 vezes o número de estabelecimentos atuais no país. A diminuição da população e da demanda do público consumidor japonês são os principais motivos que levaram a empresa à expansão internacional. O número de pontos de venda no exterior já superam suas unidades no mercado interno - a Family Mart possui hoje, 7.601 lojas no Japão e 7.905 no exterior. O grupo estreou internacionalmente em Taiwan, em 1988.
Calpis avança para o mercado brasileiro
Segundo artigo publicado no Jornal Nikkei (20/11/2009), a Calpis planeja expandir seu negócio de bebidas não-alcoolicas nos países em desenvolvimento. Além de investir US$ 20 milhões em sua fábrica na Tailândia – triplicando sua atual produção para reforçar sua marca no mercado de bebidas lácteas – a empresa pretende ingressar no Brasil e Vietnã com o produto Calpis. A empresa, que leva o mesmo nome de seu principal produto, foi comprada pela Ajinomoto, tornando-se sua subsidiária. O resultado foi uma otimização dos negócios internacionais já iniciados pela matriz. A estratégia é abocanhar uma parcela do público conquistado por suas concorrentes, Coca-Cola (EUA) e Danone (França), que já atuam em mercados emergentes. A companhia estréia em janeiro no mercado brasileiro com a exportação e vendas do ‘Calpis’ em São Paulo. Somente para o primeiro ano, estão previstas mais de 5 mil caixas do produto. A Calpis é a segunda empresa japonesa de bebidas a ingressar no mercado brasileiro – a primeira foi a Yakult. Caso o crescimento do mercado seja constatado, a empresa estudará a instalação de uma fábrica local.
Governo estuda prolongar subsidíos para compra de novos carros
Segundo a agência de notícias japonesa Jiji Press (24/11/2009), o Ministro da Economia, Comércio Exterior e Indústria, Masayuki Naoshima, anunciou que solicitará o prolongamento do subsidío oferecido pelo governo central como uma das medidas de reaquecimento na economia do país. Em entrevista coletiva, o Ministro anunciou que entre as solicitações, destacam-se medidas de estímulo ao consumo e de aquisição de carros ecológicos (híbridos) até setembro e de eletrodomésticos de baixo consumo de energia até o final do próximo ano. O governo planejava encerrar em março de 2010, os subsídios oferecidos, mas poderá estender a ajuda para a compra de novos veículos e de eletrodomésticos ecológico em seis e nove meses, respectivamente.
Tokyo Motor Show: queda de público
A organização do 41º Tokyo Motor Show, realizado durante treze dias no Makuhari Messe, em Tokyo, divulgou que o público total alcançou 614 mil visitantes, menos da metade dos 1,4 milhões da edição anterior, publicou o Jornal Mainichi (11/11/2009). Com esse resultado, a feira teve seu quinto pior resultado da história, mesmo tratando-se do evento automobilístico de maior importância da Ásia. Com a crise econômica, as gigantes dimuíram suas verbas e somente três marcas estrangeiras participaram esse ano. Além de diminuir o seu espaço físico pela metade, quatro dias foram cortados do evento. O próximo Motors Show será realizado em 2011 e mais detalhes serão anunciados em abril de 2010.
Europa: uma solução para a indústria cosmética
Segundo matéria publicada no Jornal Asahi, empresas da indústria cosmética irão reforçar as vendas no mercado europeu. Com a queda da demanda interna, acredita-se que os mercados russo, leste e central europeu, assim como o oriente médio, seja uma saída para a recuperação dos prejuízos com a crise. A gigante Kanebo já instalou uma filial na Rússia em setembro, visando inserir no mercado, os produtos de luxo (acima de US$ 100) que já exporta para os mercados europeu e americano. A Shiseido também anunciou fusão com uma distribuidora grega, concentrando as vendas na matriz. Além disso, a empresa de cosméticos fechou uma parceria no Azerbadjão, expandindo seus produtos de luxo (acima de US$ 300) com a marca SHISEIDO. Desde de 2005, as companhias desse setor tiveram resultados estáveis, mas este ano a queda foi de 7,4% o que representa prejuízos de US$ 1,3 bi, devido a transição para o consumo de produtos com baixo valor agregado. Com isso, as empresas decidiram transferir as linhas de luxo para os mercados em ascensão.
Países em desenvolvimento cobram por tecnologia ECO
Segundo noticiou o Jornal Mainichi, os países em desenvolvimento pertencentes à Apec (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), cobram os países desenvolvidos pelo fornecimento de tecnologia e livre comércio em prol do desenvolvimento ecológico sustentável. Países como Filipinas e Vietnã acusam que os países desenvolvidos devem colocar em prática medidas urgentes contra o superaquecimento terrestre, causado pela emissão excessiva de gás carbônico de suas indústrias. Além disso, a China e países em desenvolvimento alegam que há monopólio da tecnologia ECO de países desenvolvidos e solicita auxílio em pesquisas de “tecnologia limpa” que não utilize combustíveis fósseis. Os países participantes da Apec concordaram que deverão diminuir a emissão de gás poluente, como também subsidiar o consumo de produtos menos agressivos ao ambiente. Além disso, comprometeram-se a informatizar o volume de emissão de CO2 em cada país, diminuindo em até 25% o volume do gás em comparação a 2005, além de aumentar a área verde em 20 mi ha até 2020.
Aumento do PIB em 4,8%
De acordo com informações do Jornal Yomiuri (16/11/2009), a economia do país recuperou o seu PIB no terceiro trimestre do ano – 1,2% em relação a variação entre julho e setembro e 1,4% (entre janeiro e março). Em linhas gerais, o PIB cresceu 4,8% ou dois trimestres consecutivos. Entre julho e setembro, o país arrecadou aproximadamente US$ 500 bi, enquanto que o mesmo valor havia sido alcançado no último trimestre do ano passado. O principal fator gerador da recuperação foi o reaquecimento das indústrias automobilísticas e semicondutores, com crescimento no capital de investimentos em 1,6%, após seis trimestres em queda. Além disso, o consumo interno foi responsável por 60% da recuperação do PIB.
Novos postos de venda NTT Docomo na Índia
A NTT Docomo expandirá seus serviços de telefonia móvel na Índia através das concessionárias Tata Teleservices, divulgou a Nikkei Net (17/11/2009). A Docomo tem 26% das ações da Tata (TTSL) e tem metas de instalar 100 novos pontos de vendas até o final de 2010 no país. A marca Tata-Docomo tem tido sucesso entre os consumidores devido a baixas tarifas, aumentando o número de usuários - motivo pelo qual a companhia japonesa decidiu criar um escritório especializado no serviço de teleatedimento ao consumidor.
Central Japan Railway promove o trem-bala japonês
A Central Japan Railway (Central JR), realizou um simpósio em Nagoya convidando autoridades de diversos países com objetivo de promover o trem-bala japonês. O público presente participou de uma excursão no trem de alta velocidade e fez o percurso entre Maehara e Kyoto a 332 km/h, segundo Jornal Asahi (17/11/2009). Com velocidade 60km/h acima das viagens rotineiras, a empresa mostrou que no quesito velocidade, está a frente das companhias internacionais TGV (França) e ICE (Alemanha). Neste dia, personalidades dos EUA, Inglaterra, Malásia e Egito, num total de 160 pessoas, foram convidadas para a demonstração, que teve início às 11h40 partindo da estação de Maehara (província de Shiga).
JAL suspenderá 16 rotas
A JAL que, se encontra sob intervenção pública administrativa, anunciou que suspenderá 16 rotas - nacionais e internacionais - até o mês de junho do próximo ano, noticiou o Jornal Yomiuri Online. A companhia havia anunciado, no início de seu projeto de reestruturação administrativa, que seriam canceladas 45 linhas, a fim de evitar uma eventual falência. Desde abril deste ano, 33 rotas já foram suspensas. Seiji Maehara, Ministro dos Transportes e Infraestrutura, afirmou que deseja que outras companhias aéreas possam dar continuidades a algumas linhas canceladas pela JAL, caso contrário, ele afirma será preciso buscar medidas de apoio financeiro.
Honda lança “nova geração” de motos na Tailândia
Segundo Jornal Nikkan Kougyo (05/11/2009), a Honda lançará a próxima geração do sistema EFI (injeção eletrônica) de motos no mercado tailandês. O custo do EFI sempre foi considerado alto, mas o novo modelo sofreu redução de custo e será lançado visando o mercado popular da Tailândia. Na tentativa de seguir as novas imposições mundiais de emissão de gás carbônico, o bloco ASEAN(Associação das Nações do Sudeste da Ásia) também começa a tomar medidas rigorosas com relação aos países como a Tailândia, que apresenta alto consumo de veículos de duas rodas, onde a Honda espera tornar-se a primeira em número de vendas. A automotiva japonesa também anunciou que vai promover a nova tecnologia também no Japão, EUA, Europa, Brasil e Indonésia.
MUFG e Bradesco em parceria pelo meio ambiente
Segundo o site Nikkan Kogyo (29/10/2009), o grupo financeiro Mitsubishi-Tokyo UFJ e o Bradesco deram início a parceria que financiará empresas com projetos baseados no MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, processo que auxilia na redução de CO2) e no desenvolvimento sustentável. O grupo apresentou a proposta em seminário realizado em São Paulo, no dia 29. As instituições financeiras já financiam atualmente 118 projetos, dentre eles, 30 trabalhos aprovados pela ONU, o que prova sua força no setor de consultoria internacional.
Hitachi produzirá ar condicionado para público final no Brasil
A Hitachi será a primeira empresa japonesa a introduzir no mercado brasileiro uma linha de produção de ar condicionado no Brasil, segundo o Nikkei Net (29/10/2009). O processo das instalações da fábrica está adiantado e o lancamento dos mais de 20 modelos de baixo consumo para o segundo semestre 2010. O público alvo do produto são as classes A e B. Atualmente o mercado interno é liderado por marcas americanas, chinesas e coreanas, já que a Hitachi sempre deparou-se com altos impostos para exportar os produtos. A produção nacional será na Zona Franca de Manaus, numa área total de 4,2 mi ha, reaproveitando uma antiga linha de montagem de uma empresa japonesa. Serão contratados cerca de 30 funcionários na fase incial.
Stanley Eletric no mercado sul-americano
A Response (mídia especializada do mercado de automóveis) noticiou (9/11/2009) que a Stanley Eletric do Brasil passará a produzir peças eletrônicas e aparelhos de iluminação voltadas para o mercado sul-americano em sua nova sede no país. O desenvolvimento contínuo da economia brasileira e o alto consumo do setor automobilístico foram fatores decisivos para a companhia estabelecer a nova filial. A empresa terá capital avaliado em US$ 41 milhões, sendo 70% de ações da matriz japonesa e 30% da holding americana. Até 2011, a previsão de contratação é de 50 funcionários. A expectativa é que o faturamento anual será de aproximadamente US$ 8,8 milhões em 2011 e US$ 190 mi em 2012. A empresa japonesa trabalha para a sua expansão no mercado global, reforçando a sua estratégia no grupo sul-americano.
Alta na venda de carros novos em outubro
O resultado nas vendas de carros novos (exceto leves abaico de 660 cc) foi positivo no último mês, fechando em 12,6% acima da média do mesmo período do ano anterior com o total de 260 mil unidades vendidas. É o terceiro mês consecutivo de crescimento nas vendas do setor, graças ao aquecimento incentivado pela isenção na aquisição de carros ecológicos. Comparando dados de vendas de 2007 (período anterior à crise econômica), houve queda de 2,1%. De acordo com dados da confederação de comércio de automóveis, as sete montadoras apresentaram resultados positivos com relação ao ano passado. Honda e Mitsubishi recuperaram 30% do faturamento obtido em 2008, que já havia apresentado queda de 13,1% com relação a 2007. Na contramão dos carros ecologicamente corretos, os carros leves, anunciaram queda de 8,9% nas vendas, o que representa diminuição de 123 mil unidades em relação ao ano anterior. Essa é a 12ª queda consecutiva do setor. A falta de incentivos fiscais limitam e brecam o crescimento do mercado automobilístico leve. (Jornal Asahi – 02/11)
Mitsui Chemicals inicia vendas no Brasil
Com o objetivo de dobrar o faturamento proveniente da América Latina, a Mitsui Chemicals declarou ao Jornal Nikkey (30/10) que vai instalar uma subsidiária brasileira até junho de 2010 – o faturamento atual é de US$ 30 milhões. A filial será responsável pela venda e distribuição de materiais resinosos, utilizados como matéria prima para a produção de peças plásticas (propileno) nos setores automobilísticos e alimentício (fabricação de embalagens).
Arrecadação cai US$ 200 bi em 2008
De acordo com a apuração realizada pela agência nacional tributária com 2 milhões de empresas e divulgado no Jornal Mainichi, a arrecadação de impostos de 2008 alcançou US$ 370 bi, representando uma queda de 35,4% em relação a 2007. O resultado é o pior, desde 1967 e ainda maior do que no período atingido pela crise do petróleo, em 1975 (queda de 18,2%). Somente 30% das empresas atingiram saldo positivo – mesmo no fim da “bolha econômica” o percentual de empresas com saldo positivo foi de 40% a 60%.
EMOBILE inicia serviços no Brasil
O Brasil é um dos quatro países inclusos no novo mercado da EMOBILE, empresa de internet móvel no celular. A rede de banda larga chega ao Brasil no dia 2 de novembro através da parceria com a VIVO, que expande seus serviços de internet, telefonia e SMS, já presentes em mais de 40 países. (fonte: assessoria de imprensa EMOBILE)
Anunciada fusão da Sumitomo Trust e Chuo Mitsui Trust
Duas gigantes instituições financeiras, Sumitomo Trust e a Chuo Mitsui Trust anunciaram no dia 27 de outubro (Jornal Yomiuri), sua fusão corporativa. O objetivo é fortalecer a base administrativa, aumentando a competitividade no mercado em que atuam. A nova empresa terá capital inicial de US$ 360 bi e já ocupa a 5ª colocação no ranking dos maiores bancos do Japão. O fundo disponível é de US$ 1,18 tri, ultrapassando a Mitsubishi UFJ Trust (US$ 1,01 tri).